O Teatro Lambe-lambe surge no Brasil na década de 80 com duas bonequeiras, a cearense Ismine Lima e a bahiana Denise di Santos,
que se inspiraram nas antigas caixas de fotografia lambe-lambe.
É uma linguagem dentro do teatro de formas animadas que ocupa um pequeno
espaço cênico mínimo, formado por um palco em miniatura confinado em uma caixa de dimensões
reduzidas. Nesse espaço são apresentado espetáculos teatrais de curtíssima
duração através da manipulação de formas animadas.
Trata-se de uma
caixa-teatro individual, de estrutura técnica em
miniatura e independente, configurada para atender um espectador por vez.
Por um dos
lados o manipulador encena o espetáculo e pelo outro o espectador assiste
através de uma pequena abertura.
Totalmente
isolada de luz e sons externos, tanto o manipulador quanto o espectador possuem
a cabeça coberta por um pano e os ouvidos protegidos por fones auriculares que
transmitem a sonoplastia do espetáculo.
No interior
da caixa acontecem espetáculos geralmente sem palavra articulada, predominando
as ações dos bonecos e a trilha musical.
"È uma pequena ilha de emoções particulares. O espectador é envolvido por uma atmosfera particular, diante de uma imagem única. Só ele ouve, vê e se emociona." Grupo Caixa de Imagens